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Mostrando postagens de fevereiro, 2021
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 Os Protetores de Buda     O budismo é uma religião que surgiu na Índia, com Sidarta Gautama e seus ensinamentos sobre alcançar a iluminação e, dessa forma, superarmos o "eu" e todo o ciclo de dor e sofrimento. O ciclo de dor e sofrimento, que os budistas associam com a vida terrestre, é chamado de Samsara , enquanto que o estado de iluminação e de paz espiritual seria o chamado Nirvana . No entanto, ao longo dos séculos, o budismo se espalhou pela China e também pelo Japão, ganhando outras interpretações e versões: hoje, falaremos dos protetores de Buda de acordo com a versão japonesa do mito ("mito" sempre no sentido mais amplo da palavra, e não exatamente como sinônimo de "quimera" ou "fábula").     Os protetores de Buda são os Quatro Guardiões Reis, a saber, Vaisravana (também conhecido como Tamonten ou Bishamonten) - o Rei do Norte -, Virupaksa  (também conhecido como Komokuten) - o Rei do Oeste -, Dhrtarastra  (também conhecido como Jikoku...
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 Mitologia Chinesa: o Arqueiro Hou Yi     Hou Yi é um mítico arqueiro chinês. Iremos falar dos seus feitos. O primeiro deles acontece quando todos os dez sóis resolvem, ao mesmo tempo, iluminar a terra. Os sóis estavam entediados de revezar o tempo inteiro e, quando apareceram todos juntos, uma terrível onda de calor começou a matar os seres vivos, até que, sob ordens do imperador, o arqueiro Hou Yi surge com a missão de assustá-los com suas flechas.     No entanto, ao ver todo o sofrimento que os dez sóis estavam causando, Hou Yi resolveu não apenas assustá-los, como matá-los, atirando em cada um uma flecha. Dessa forma, ele matou nove sóis e só deixou um sol para que este iluminasse a terra. Hou Yi, apesar de ter salvo a todos, desobedeceu as ordens divinas que lhe foram dadas e foi castigado por isso: Hou Yi é, então, expulso do céu e perde sua imortalidade.     Dessa forma, Hou Yi enfrenta numerosos desafios que fariam sua reputação crescer ainda m...
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Amaterasu e Susanoo      Amaterasu é a deusa do sol na mitologia japonesa, que iluminava o mundo todo com o seu corpo. Sua personalidade é calma e benévola, filha da união entre os deuses supremos Izanagi e Izanami. Susanoo, por sua vez, é o deus das tempestades, sempre na contramão dos ideais de bondade e de ordem, cuja ânsia é disputar contra sua irmã, Amaterasu, pelo controle sobre toda a criação.     Susanoo tinha por hábito sempre tentar, assim, trapacear Amaterasu e, quando não conseguia superá-la, partia para a violência, devido à sua própria natureza impulsiva. Em uma das brigas entre essas divindades, Amaterasu ficou muito triste e se retirou para dentro de uma caverna, privando o mundo de sua luz. Os outros deuses, assim, com a missão de trazê-la de volta, colocaram um espelho fora da entrada da caverna e fizeram uma festa em frente para que Amaterasu ficasse curiosa e, quando ela se aproxima para ver o que estava acontecendo, viu uma luz tão atraente ...
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 Dragão Chinês     Na cultura e mitologia ocidental, temos histórias como a de Beowulf , Siegfried ou mesmo de São Jorge , que mataram dragões, enormes criaturas com a aparência de um réptil com asas. No entanto, na China, o dragão não representa algo ruim ou que deva ser combatido: o dragão chinês é muito conhecido em suas diversas representações, simbolizando, sobretudo, prosperidade, sabedoria, poderio e a umidade no céu (portanto, é associado também às nuvens e à água da chuva) - ao contrário do dragão da cultura ocidental, geralmente associado ao fogo e à destruição.     O dragão era, inclusive, adorado e reverenciado pelos chineses, e principalmente entre os agricultores, que dependiam da chuva para que suas plantações fossem irrigadas. Na verdade, o dragão chinês é uma mistura de vários outros animais, como o corpo de serpente, escamas de carpa, patas de tigre, olhos de coelho, garras de águia etc. Era, assim, uma representação da própria natureza, e um ...
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 A Idade Média para além do mito     Como era a vida na Europa durante a Idade Média (período entre o ano 476 d.C. e 1453)? Em primeiro lugar, quanto à expectativa de vida, era muito comum que muitos morressem ainda aos 20 ou 30 anos, enquanto que outros morriam ainda mais cedo - porém, também é verdade que boa parcela das pessoas que chegavam à casa dos 30 ou 40 anos viviam, geralmente, até os 60, 70 ou mesmo 80 anos. No entanto, muitas mulheres morriam durante ou em decorrência do parto, antes mesmo dos 20 anos de idade. O índice de mortalidade infantil era muito alto.     Com relação à higiene, era habitual que um homem comum do campo se lavasse uma vez por semana, mas, já os que se dedicavam às funções religiosas e monasteriais, tomavam banho cerca de duas vezes por ano. O alto grau de violência era uma forte característica da época medieval: as guerras e saques eram bastante frequentes, e, inclusive, os conceitos e parâmetros de moralidade que conhecemos ho...
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 Mitologia Celta: o Outro Mundo     Ainda explorando a tradição dos antigos povos celtas, é de suma importância que se fale um pouco a respeito do Outro Mundo, isto é, o local em que iríamos após a morte. Os antigos galeses (que habitavam o local onde hoje é o País de Gales) acreditavam que, após a morte, nossas almas iriam para Annwn, o Outro Mundo. Este lugar era governado por um deus, Arawn. O Outro Mundo se situava no subterrâneo, ou seja, no submundo, ou, em outras versões, ficava muito, muito ao oeste, sendo praticamente inacessível aos vivos.     No Outro Mundo, tudo seria belo e prazeroso, pois não haveria nem desolação, nem dor e nem sofrimento. Um ponto interessante a se notar é que o Outro Mundo não é como se fosse fisicamente separado deste, e nem mesmo poderíamos dizer que o Outro Mundo seria o equivalente ao "mundo inteligível" separado do "mundo sensível". Essa distinção filosófica entre "inteligível" e "sensível" não se aplica exa...
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 Leprechaun     Os Leprechaun, na crença dos antigos celtas da Irlanda, eram duendes pequenos e verdes com barba longa que escondiam um tesouro no final de um arco-íris. Segundo o que os irlandeses pagãos acreditavam, se um homem conseguisse agarrar um Leprechaun, deve-se tomar muito cuidado, pois o duende é extremamente astuto e também bipolar: pode estar muito feliz num momento e, no outro, muito raivoso. No entanto, se a pessoa tiver sorte, o Leprechaun irá lhe dizer onde está enterrado o pote de ouro ao final do arco-íris com a condição de que seja solto.     Pode ser que o homem encontre, de fato, o ouro do duende, mas também pode ser apenas um truque do Leprechaun para se libertar e que não tenha, no final das contas, ouro nenhum no local preciso em que lhe foi indicado. Essas criaturas são extremamente populares hoje em dia na Irlanda, tornando-se até um dos símbolos da ilha. O trevo de três folhas também é outro símbolo da Irlanda, que representa o Passa...
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Crom Cruach     Crom Cruach é o nome de um deus muito antigo dos povos celtas, um deus cuja aparência era a de um aleijado, pois tinha o corpo torto e curvado. Ele também é conhecido pelos nomes Crom Dubh e Cenn Cruach. Tinha como características - tal como chegou até nós - ser um deus sangrento com um gosto pelo massacre e carnificina. Os antigos povos da Irlanda, acredita-se, ofereciam sacrifícios humanos a esse deus sombrio e temido na pedra de Killycluggin (o nome é devido ao fato da pedra ter sido descoberta perto da cidade de Killycluggin, na Irlanda).      É difícil dizer o quanto algo realmente aconteceu e o quanto é mito, mas, de qualquer forma, a pedra que, antes, seria a imagem associada a Crom Cruach, encontra-se danificada: o rosto do deus foi quebrado, possivelmente por conta das cajadadas aplicadas por São Patrício da Irlanda , que teria posto um fim ao seu culto.     Como foi dito, não se sabe até que ponto muitas das histórias e relato...
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 A Origem do Carnaval     Geralmente, associa-se o Carnaval a uma festa brasileira. No entanto, suas origens são bem mais antigas e não possuem quase nenhuma relação com o Brasil! Voltando um pouco no tempo, temos a ascensão do cristianismo e do poderio da Igreja Católica durante a Idade Média. A Igreja não aprovava as festas de Carnaval, porém o cristianismo acaba por incorporá-las de modo que as mesmas fossem realizadas sempre antes da Quaresma: os excessos da comida e da bebida durante o Carnaval serviriam como preparação para um período de jejum e abstinência. Em outras palavras, a Igreja passou a permitir essas festividades somente neste sentido, com seu significado de carnis levale, ou seja, de "retirar a carne", em que as pessoas aproveitariam todos os prazeres carnais para extravasarem esses impulsos antes da realização do jejum exigido na Quaresma.     No entanto, como já se deve ter percebido, essas festas carnavalescas não são de origem cristã, mas de...
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 Krishna     Vishnu é um deus supremo do hinduísmo, e ele possui dez encarnações ou avatares, sendo Krishna uma delas. Krishna, assim, possuía atributos e habilidades além da capacidade humana, e matava todos os tipos de demônios (ainda quando criança, uma demônia chamada Putana contratada pelo tio de Krishna, o rei Kamsa, o amamentou com leite envenenado, mas Krishna suga tão forte que extraiu não apenas o leite, como a própria vida de Putana, matando-a). Participou de inúmeras batalhas, além de ter se relacionado com milhares de mulheres, mas sua principal consorte era Radha. A flauta era um de seus símbolos mais importantes, com a qual tocava de forma a apaziguar a natureza ao seu redor.     Um de seus feitos mais impressionantes foi erguer o Monte Govardhana  para proteger as pessoas de um grande dilúvio, que ficaram embaixo do Monte. O dilúvio foi causado pelo ódio do deus Indra a Krishna que, quando jovem, roubou uma árvore do jardim sagrado de Indra....
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 O Antigo Egito para além do mito     A história do Egito se inicia em meados de 4.000 a.C., e a sociedade só é unificada pela primeira vez por volta do ano 3.100 a.C., com o primeiro faraó, Narmer (ou Menés). No entanto, é só a partir de uma data próxima ao ano de 2.600 a.C. que os estudiosos convencionaram demarcar como sendo o "Antigo Império". Neste período, recebem destaque os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, que são os nomes dados às três famosas pirâmides de Gizé.     O Antigo Império chega ao fim nas proximidades do ano 2.100 a.C., e, após um período de transição, tem-se início o chamado "Médio Império". Quem conseguiu reunificar o Egito foi o faraó Mentuhotep II, e o que se convencionou chamar por Médio Império chegará ao fim por volta de 1600 a.C., com um novo período de transição onde vigorou um caos político tal como na primeira vez.     Por fim, tem-se o chamado "Novo Império", que, talvez, seja o mais conhecido por parte das pessoas, ...
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Sekhmet     Sekhmet é a deusa egípcia da vingança, da ira e da coragem para se vencer uma guerra ou batalha, sendo também associada tanto às doenças quanto à cura, possuindo esse aspecto duplo. O interessante é que esta deusa, assim, pode ser associada tanto à guerra quanto à prática da cura e da medicina.        Rá é o rei dos deuses e, em sua posição como soberano, enviou Sekhmet com o propósito de castigar e punir os seres humanos que conspiravam às costas do deus rei, mas Sekhmet entusiasmou-se tanto que passou a ficar totalmente fora de controle: ela continuava matando sem parar, sejam os homens culpados ou os homens inocentes, tudo para satisfazer sua sede de sangue.     Foi quando Rá teve a ideia de tingir de vermelho inúmeros jarros de cerveja, para que a deusa da guerra pensasse que fosse sangue. Assim, Sekhmet, a deusa leoa, bebeu todos os jarros de cerveja (em algumas versões, é dito que se tratavam de sete mil jarros) e ficou completam...
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 Sobek     Sobek é um deus crocodilo na mitologia egípcia. Talvez, não seja um dos deuses mais conhecidos, mas era muito importante: o rio Nilo, essência da vida no Antigo Egito, teria surgido a partir de seu suor. Sobek é apontado, geralmente, como um deus bondoso, e estava relacionado à fertilidade.     Por essa razão, inclusive, costumava-se mumificar os crocodilos, significando que estes seriam animais sagrados, devido à aparência do deus Sobek, cujo rosto é o de um crocodilo. A cidade de Kom Ombo possui um templo no qual são cultuados, ao mesmo tempo, dois deuses: Hórus e Sobek. A razão disso é que, de acordo com o mito, houve uma briga entre os dois deuses, mas, no fim, eles se reconciliaram e ambos passaram a ser cultuados num mesmo templo sagrado. A propósito, é o único templo duplo que existe no Egito. Imagem: PIXABAY
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 Ares     Ares é o deus da guerra na mitologia grega. Mas não era apenas o deus da guerra, como se ele estivesse preocupado com uma boa estratégia ou tática de batalha: ele só se interessava pela matança generalizada de tudo e de todos. Os gregos associavam esse comportamento de Ares com o dos bárbaros, que eram os povos não gregos considerados por estes como se não fossem civilizados. Assim, toda a cultura grega retratava Ares passando por situações ridículas e humilhantes, como se ele não passasse de um deus presunçoso e até mesmo, em alguns casos, covarde.     Ares é tido em inúmeras histórias como inferior à deusa Atena, que representava a guerra justa e a sabedoria: uma vez, Ares atirou sua lança, furioso, após uma discussão com Atena, que desvia do golpe e acerta uma pedra contra Ares, que é derrotado. Em outra ocasião, quando Ares discutia com a deusa Deméter (que cuidava da agricultura), Atena também o castigou e o humilhou, despojando-o de suas armas. A...
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 Politeísmo ou Monoteísmo?     As três grandes religiões monoteístas conhecidas são o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Podemos dizer, via de regra, que o monoteísmo é relativamente recente na história da humanidade, uma vez que os povos mais antigos eram politeístas. Mas o que isso quer dizer exatamente?     Nas religiões politeístas, tal como na Antiga Suméria, no Antigo Egito, na Antiga Grécia, na Escandinávia ou na Britânia, havia a crença de que cada elemento ou força da natureza representaria uma divindade. Assim, os deuses tinham atributos diversos, o que significa dizer, a título de exemplo, que Ares, o deus da guerra, não podia controlar os raios e relâmpagos (atributo de Zeus) nem as ondas do mar (atributo de Poseidon). Assim, isso significa dizer que os deuses não são onipotentes, pois cada um se limita a controlar uma parte da natureza. Até mesmo o soberano do Olimpo, Zeus, não possui o atributo da onipotência, pois ele está restrito a governar...
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Giuseppe Verdi e a Mitologia Egípcia     Não foi apenas Richard Wagner que se utilizou do mito para compor suas óperas no século XIX, mas, também, o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901). Ambos são compositores situados no período do romantismo, mas, se Wagner se inspirou na mitologia nórdica e germânica, o italiano Verdi, por sua vez, inspirou-se numa civilização antiga que vinha sendo cada vez mais descoberta pela arqueologia: o Egito.     De fato, no século XIX, com as escavações arqueológicas, descobria-se muito sobre esta civilização milenar, o que fascinava a muitos artistas da época. Com Verdi, não foi diferente. O compositor italiano, em uma de suas óperas mais famosas, Aida , dividida em quatro atos, utilizou o cenário do Antigo Egito, bem como sua mitologia, como fonte de inspiração para uma reinterpretação moderna.     Assim, Verdi não apenas resgata algo de épico ou mitológico numa espécie de revivificação de um imaginário coletivo - como alguns p...
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Richard Wagner e a Mitologia Nórdica     Richard Wagner (1813-1883) foi um compositor alemão de grande destaque no século XIX, conhecido por ter resgatado a mitologia nórdica e a introduzido em suas óperas e peças musicais. Assim, por exemplo, temos a ópera O Anel do Nibelungo , dividida em quatro partes - O Ouro do Reno , A Valquíria , Siegfried  e O Crepúsculo dos Deuses . A parte A Valquíria  é mais conhecida por uma passagem musical específica, já utilizada em muitos filmes do cinema atual: Cavalgada das Valquírias .        Foram com as peças musicais de Wagner, que abrangiam não apenas a música em si como também o drama e a encenação dos personagens, que, por exemplo, os famosos chifres nos elmos (que nunca existiram) tornaram-se populares no imaginário sobre os antigos vikings germânicos. Richard Wagner também faz uma interpretação própria do mito, colocando na sua composição artística de O Anel do Nibelungo  um pouco de sua própria vis...
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 A Lenda de Atlântida      Platão foi um filósofo grego que viveu entre os anos 428 a 348 a.C., e seu pensamento possui enorme importância não só para a filosofia, como também para a própria cultura ocidental. Platão escrevia em forma de diálogos, e em dois deles, o Crítias  e o Timeu , Platão nos fala sobre Atlântida .     Há aproximadamente 9.000 anos antes da época de Platão , segundo nos contam os diálogos, existiu uma grande civilização cuja localização ficava para além das "colunas de Hércules", ou seja, para além do estreito de Gibraltar - em outras palavras, no Oceano Atlântico. Nesta civilização, situada numa ilha com dois anéis concêntricos de terra em volta separados por um total de três anéis de água, existiam todos os recursos necessários, uma vez que seus habitantes tinham uma origem divina (a saber, uma origem que remonta a Poseidon, o deus do mar). No entanto, quando o tempo se passou, aquela civilização passou a se proliferar tanto que...
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A Lenda do Pirata Barba Negra     Geralmente, pensamos nos piratas como figuras carismáticas e até mesmo divertidas, que usavam um tapa olho, um grande chapéu, ou então com uma perna de pau e um papagaio no ombro, à procura de algum tesouro escondido ou algo do gênero. Os piratas realmente existiram, mas eles eram apenas homens do mar comuns, que viviam do saque e do roubo.     O auge da pirataria ocorreu entre o século XVII e o XVIII, e muitos deles nem sequer eram tidos como piratas, propriamente: é o caso dos corsários. Um corsário nada mais era do que um "pirata" que tinha a autorização do governo para roubar e saquear navios do Estado inimigo. É o caso, por exemplo, de Henry Morgan, que, recebendo autorização da Inglaterra, saqueava cidadas espanholas inteiras.     Um dos nomes mais conhecidos da pirataria é o de Edward Teach, o Barba Negra, que navegava pelo Mar do Caribe. No caso do Barba Negra, existem inúmeras lendas a seu respeito, como aquelas qu...
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 Quem eram os vikings para além dos mitos?     Quando se fala sobre os antigos nórdicos, é inevitável pensarmos nos guerreiros vikings. Porém, nesta postagem, não falaremos do mito, e sim da realidade histórica. Em primeiro lugar, o termo "viking" significa piratear, ou seja, sair para pilhar, para saquear. Em outras palavras, nunca existiu exatamente um povo  viking, pois "viking" designa uma ação, uma atividade, uma prática.     Quando pensamos nos vikings enquanto piratas do mar, guerreiros prontos para o saque e a batalha, também imaginamos certas características que não correspondiam exatamente aos verdadeiros piratas nórdicos. Assim, por exemplo, nunca existiram os famosos chifres presos aos elmos, até por uma razão bem prática: eles só eram usados para decoração em algumas das cerimônias religiosas, mas nunca para a batalha.     Outro fato curioso é que, apesar de pensarmos comumente nos guerreiros nórdicos como sendo todos loiros, eles, na...
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 O Dia do Juízo Final na Bíblia     Assim como, nas postagens anteriores, foi visto a crença dos antigos egípcios e dos antigos povos nórdicos na vida após a morte, para completar esse assunto, falta falar um pouco a respeito da visão bíblica sobre essa temática.     Tanto os hebreus quanto os cristãos são monoteístas, e os primeiros possuem como seu compilado escrito de crenças e doutrinas os livros do chamado Antigo Testamento . Já os cristãos encontram suas doutrinas mais específicas no Novo Testamento , com base na figura do messias que seria a ponte entre Deus e os homens. Um detalhe interessante é que houve, entre os primeiros cristãos, a formação de um cânone dos textos que entrariam para o Novo Testamento. Sendo assim, o que nos interessa é o tema do Juízo Final: de acordo com a versão presente em textos mais antigos, todas as pessoas que morriam não seriam imediatamente julgadas, mas, sim, adormeceriam até o Dia do Juízo Final, no qual todos os mortos r...
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 Valhalla     O que é o Valhalla? Para os antigos nórdicos, Valhalla é o nome do grande salão dos deuses, onde os mortos poderiam se banquetear e se divertir com a presença deles. No entanto, não são todos os mortos que vão para Valhalla, apenas aqueles que, caídos em batalha, são escolhidos por Odin. Dessa forma, Odin envia as valquírias, suas guerreiras imortais, com a missão de trazer as almas dos mortos até o grande salão dos deuses. Em outras palavras, somente os homens ou mulheres que morreram com glória em batalha, de preferência ainda empunhando suas espadas, lanças ou machados seriam escolhidos por Odin para se juntarem ao grande salão, onde beberiam hidromel com os deuses e procriariam com muitas mulheres.     No entanto, muitos dos guerreiros mortos em combate também poderiam se juntar ao salão da deusa da fertilidade Vanir, Freya. Este lugar era chamado de Folkvangr, e os que para lá fossem deveriam, em troca, lutar ao lado de Freya no dia do Ragnaro...