A Lenda do Pirata Barba Negra

    Geralmente, pensamos nos piratas como figuras carismáticas e até mesmo divertidas, que usavam um tapa olho, um grande chapéu, ou então com uma perna de pau e um papagaio no ombro, à procura de algum tesouro escondido ou algo do gênero. Os piratas realmente existiram, mas eles eram apenas homens do mar comuns, que viviam do saque e do roubo.

    O auge da pirataria ocorreu entre o século XVII e o XVIII, e muitos deles nem sequer eram tidos como piratas, propriamente: é o caso dos corsários. Um corsário nada mais era do que um "pirata" que tinha a autorização do governo para roubar e saquear navios do Estado inimigo. É o caso, por exemplo, de Henry Morgan, que, recebendo autorização da Inglaterra, saqueava cidadas espanholas inteiras.

    Um dos nomes mais conhecidos da pirataria é o de Edward Teach, o Barba Negra, que navegava pelo Mar do Caribe. No caso do Barba Negra, existem inúmeras lendas a seu respeito, como aquelas que dizem que, em meio à batalha, ele acendia a própria barba longa com fogo para que ficasse envolto pela fumaça de forma a parecer um demônio. No entanto, vemos que o verdadeiro Barba Negra utilizava muito mais do medo que as pessoas tinham dele do que propriamente da violência e derramamento de sangue. A fama dele como sanguinário e impiedoso foi construída estrategicamente por ele próprio, com o propósito de incutir medo nas pessoas.

    A sua maneira astuta de intimidar suas vítimas, em muitas das ocasiões, já era o bastante para que ele conseguisse o que queria. Foi morto num confronto contra a marinha britânica, no qual lutou bravamente - devido ao fato de que os canhões do navio de Barba Negra eliminaram boa parte da marinha real e também ao fato de que o corpo dele foi encontrado com um total de vinte cortes de espada e cinco tiros com arma de fogo, o que mostra que Edward não se rendeu facilmente.



   
 
Imagem: PIXABAY

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog