Josué: Bíblia
Josué (ou Joshua), na Bíblia, é filho de Num e também um servidor de Moisés. A Josué foi incumbida a tarefa de completar a travessia do Jordão após a morte de Moisés, em direção à Terra Prometida. Para isso, Josué recebe instruções do próprio Deus, que lhe ajudou a tomar a cidade de Jericó, e do massacre foi poupada apenas uma prostituta chamada Raabe e sua família. A próxima batalha foi contra a cidade de Ai, mas, dessa vez, os israelitas perderam muitos homens e foram obrigados a fugir do inimigo. Josué, preocupado com a situação, pergunta a Deus o que eles fariam em seguida, e Deus lhe responde que os tesouros roubados da cidade de Jericó deveriam estar dentro da Arca da Aliança, e não em suas próprias bagagens. Israel só poderia vencer o inimigo se entregassem os tesouros e os despojos em frente a Deus, e Josué, ao descobrir o responsável por ocultá-los, puniu-o com a morte.
Os israelitas conseguiram, por fim, tomar a cidade de Ai: Josué e seus homens tentaram um ataque, mas acabaram por fugir - novamente - do inimigo, só que, desta vez, havia uma emboscada. Quando os soldados da cidade perseguiam os israelitas pelo deserto, parte do exército de Josué que estava escondido levantou-se e entrou na cidade, que se encontrava totalmente desprotegida - uma vez que os soldados estavam preocupados em perseguir Josué e seus homens. Assim, os homens que antes estavam em emboscada já queimavam toda a cidade de Ai, e os soldados inimigos tentaram voltar para defendê-la, só que foi a vez de Josué e seus homens voltarem-se contra eles (invertendo a perseguição), de modo que, agora, estariam encurralados entre a cidade em chamas e os homens de Josué. Algo interessante do ponto de vista da estratégia militar, caso realmente tenha acontecido uma batalha como essa.
Na batalha em Gibeom, Josué e seus homens foram atender a um pedido de ajuda dos gibeonitas que estavam enfrentando cinco reis amorreus. Deus lançou uma chuva de pedras que matou um número de soldados ainda maior do que a quantidade que foi morta pelas espadas dos israelitas. No entanto, para vencer a batalha, Josué precisava que o sol e a lua se mantivessem parados onde estavam, pois, assim, o resto do dia seria claro, o que faria com que os israelitas pudessem enxergar o inimigo mesmo durante a noite. Deus atende ao pedido de Josué e tanto o sol quanto a lua se detevem. Assim, eles vencem a batalha. Ao final, os homens de Josué lhe trouxeram os cinco reis, que foram mortos.
Muitos cientistas tentam explicar o verdadeiro significado por trás desta passagem, uma vez que, como sabemos, não é o sol que se move, mas a terra. Assim, alguns cientistas dizem que se tratava de um eclipse solar que teria ocorrido na época, levando a sugerir que, na verdade, a lua teria se posicionado em frente ao sol, deixando apenas um anel luminoso visível. Isto possibilitaria com que o campo de batalha estivesse iluminado, mas, ao mesmo tempo, que o sol não ficasse tão forte e escaldante a ponto de cansar os guerreiros de Josué. A Bíblia, certamente, é inspirada em alguns relatos históricos, mas também grande parte de sua narrativa não possui essa base empírica de evidência arqueológica. Aqui no blog, tento trabalhar principalmente com a perspectiva do mito, que transcende tanto a perspectiva religiosa (para os que acreditam na veracidade do relato) quanto a perspectiva histórica. Dessa forma, ainda que essas narrativas nunca tenham ocorrido, elas trazem um contexto interessante a ser explorado por conta da própria riqueza dessas histórias.

Excelente postagem, eu creio que o Senhor exigiu o depósito dos tesouros na Arca da Aliança, pois é Deus que está derrotando os cananeus para os israelitas, e o próprio deu o dom da riqueza aos povos inimigos, assim o mesmo Deus está tomando esta graça, pela iniquidade destas nações. O que temos é graça, e o mal as tornam desgraças.
ResponderExcluirSim, verdade. Inclusive, você tem mais conhecimento que eu principalmente nos assuntos relacionados às passagens bíblicas!
ExcluirObrigado pelo reconhecimento, dedico bastante a leitura das Sagradas Escrituras.
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