Tadg Mac Cein
Tadg Mac Cein é um herói celta de um conto medieval irlandês. Provavelmente, seu nome está relacionado com o do animal "texugo", e há fontes que sugerem que o herói tinha um tabu alimentar quanto a comer texugos. Podemos também relacionar isso com o herói Cú Chulainn, cujo tabu era comer carne de cachorro (uma vez que seu próprio nome significa "Cão de Chulainn").
Para uma melhor compreensão, eis a árvore genealógica: primeiramente, temos Conn Cétchathach, o Grande Rei de Tara. Sadb, sua filha, casou-se com Ailill Aulomm. Ailill Aulomm, por sua vez, tem como neto Tadg Mac Cein. A título de curiosidade, antes de adentrar na história de Tadg Mac Cein propriamente, é interessante ressaltar uma coisa: numa postagem anterior, falamos a respeito do herói Oisín, filho de Finn Mac Cumhial. Pois bem, há uma ligação entre essas histórias. Digo isso porque Finn Mac Cumhial seria da mesma época que Conn Cétchathach, o Grande Rei de Tara. O conto que os une é o seguinte: Aillen Mac Midna, um ser incendiário que veio do Outro Mundo para trazer destruição às festividades de Tara, precisava ser contido. O Grande Rei (Conn) pediu ao guerreiro Finn Mac Cumhial para que o detivesse, e ele aceita - Finn, usando uma lança mágica, resiste à melodia e às canções entorpecentes de Aillen Mac Midna e o mata. Em troca, Finn Mac Cumhial pede a Conn para se tornar o líder dos Fianna, e esta é a conexão com a história de Oisín, que postei anteriormente no blog.
Assim, uma das grandes aventuras de Tadg Mac Cein foi quando o Grande Rei Cormac da Planície de Tara (neto de Conn) promete a seus aliados uma quantidade de terra equivalente à que se possa circular com uma carruagem, em troca da ajuda em uma importante batalha. Tadg Mac Cein, tendo ambição pelas terras do Grande Rei, diz ao cocheiro para realizar o trajeto, mas, percebendo que o mesmo fora aconselhado pelo próprio Cormac a não completar a trajetória, Tadg o mata ali mesmo. A batalha em questão foi travada contra o rei Fergus Dubdétach, conhecida como a Batalha de Crinna, na qual o herói Tadg Mac Cein lutou ao lado do Grande Rei Cormac e, em troca, ganhou suas terras.
Tadg Mac Cein, em outra história, tem sua esposa e irmãos raptados, convocando, assim, seus guerreiros para uma missão de resgate. O grupo de guerreiros chega, dessa maneira, a uma ilha habitada pelos povos ancestrais, uma ilha do Outro Mundo. Tadg Mac Cein avista uma bela mulher chamada Clidna que lhe entrega um cálice mágico e três pássaros coloridos que o guiariam em sua jornada. Tadg Mac Cein, então, continua a sua viagem e, dessa forma, pôde resgatar seus familiares travando uma batalha no exterior.

Interessante não ser dito sobre os pais de Tadg Mac Cien. Em algumas mitologias, como do Oriente Médio, para se contatar os falecidos, era feito um ritual de invocação necromante. Enquanto na mitologia celta, pode fazê-lo em uma viagem marítima. Pois Tadg Mac Cien apenas precisou navegar para alcançar a ilha dos povos ancestrais, no Outro Mundo.
ResponderExcluirSim, os celtas acreditavam que até mesmo o fundo dos lagos ou cavernas poderiam ser uma passagem para o Outro Mundo
ExcluirInteressante que na mitologia celta, existia um recipiente mágico que poderia dar novo sabor aos alimentos e revigorar as pessoas, que o Rei Arthur estava buscando. Acredita-se que fora cristianizado como Santo Graal, o cálice da última ceia. Coincidentemente, a bela mulher deu a Tadg Mac Cien um cálice mágico, o que pode fundamentar mais esta hipótese. Onde supostamente assimilaram o cálice e recipiente mágico da mitologia celta, ao cálice da última ceia de Jesus Cristo. Em minha opnião, segundo a fé cristã, existe a possibilidade deste objeto ser milagroso, como de tantos outros santos.
ResponderExcluirDe fato. Acontece que, na Bíblia, não há menção ao Santo Graal. Você pode confirmar isso melhor do que eu, inclusive, já que você conhece mais sobre as passagens bíblicas. De qualquer forma, a ideia de um Santo Graal só surge posteriormente, e provavelmente foi inspirado em contos celtas onde haviam recipientes ou cálices mágicos a serem encontrados pelos heróis mitológicos.
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