A Origem do Carnaval
Geralmente, associa-se o Carnaval a uma festa brasileira. No entanto, suas origens são bem mais antigas e não possuem quase nenhuma relação com o Brasil! Voltando um pouco no tempo, temos a ascensão do cristianismo e do poderio da Igreja Católica durante a Idade Média. A Igreja não aprovava as festas de Carnaval, porém o cristianismo acaba por incorporá-las de modo que as mesmas fossem realizadas sempre antes da Quaresma: os excessos da comida e da bebida durante o Carnaval serviriam como preparação para um período de jejum e abstinência. Em outras palavras, a Igreja passou a permitir essas festividades somente neste sentido, com seu significado de carnis levale, ou seja, de "retirar a carne", em que as pessoas aproveitariam todos os prazeres carnais para extravasarem esses impulsos antes da realização do jejum exigido na Quaresma.
No entanto, como já se deve ter percebido, essas festas carnavalescas não são de origem cristã, mas de uma origem anterior e pagã, que remonta aos antigos romanos. As festas ao deus Baco (ou Dionísio, na Grécia Antiga), que representa o vinho, a alegria, o teatro, o excesso e a loucura eram realizadas na Roma Antiga celebrando um momento no qual os valores da sociedade eram invertidos, e onde haviam também explícitas relações sexuais e troca de papéis sociais. Depois dessas festividades, tudo voltava a seguir o padrão normal da sociedade e de comportamento.
Porém, também não é na Roma Antiga que essa festa surgiu. Ela é ainda mais antiga, portanto, que o paganismo greco-romano e o cristianismo. Na Antiga Babilônia, que se situava na região da Mesopotâmia, havia uma celebração conhecida como as Saceias, nas quais um prisioneiro se tornaria rei por algum tempo e teria tudo o que o rei normalmente tinha, sendo que, depois dessa celebração, o prisioneiro em questão era morto. Também o próprio rei era jogado ao chão e agredido, em sinal de que nem mesmo ele poderia ser igual aos deuses. Assim, o rei era humilhado em frente ao deus supremo Marduque e, posteriormente, voltava a governar normalmente com a ordem novamente em vigor.
Assim, as celebrações do Carnaval são, de fato, bem antigas. Com a colonização dos portugueses, essa festa foi introduzida no Brasil e sobrevive até hoje, com todas as suas especificidades e particularidades. Na Babilônia e Roma antigas, o significado da festa estava relacionado com uma momentânea inversão dos papéis estabelecidos pela sociedade para que, depois, a ordem fosse novamente retomada.

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ResponderExcluirNos paganismos: babilônico, grego e romano, esta festividade extravagante não opunha as suas religiões, era complementar, ao contrário, o cristianismo a negava, sendo iniciativas humanas aceitá-las, conceituando como carnis levale. Demonstrando a confirmação da perspectiva psicanalítica da cultura, no qual seus costumes são formulados para descarregar a libido, evitando o desprazer.
ResponderExcluirSim, é possível fazer essa associação com a Psicanálise.
ExcluirO apóstolo Paulo, um missionário e místico do cristianismo primitivo, declarou que todos os deuses de seu tempo eram demônios. Segundo, podemos dizer que este ato de humilhar o rei diante de Marduque, representa o ideal diabólico que o homem é inferior aos anjos opositores,
ResponderExcluirpela sua natureza frágil, dado as paixões e a ignorância.
É, inegavelmente existem costumes controversos dentro das religiões pagãs. Podemos pensar nos astecas, por exemplo, que cometiam sacrifícios humanos para os seus deuses. Porém, mesmo o próprio cristianismo possui seu lado histórico obscuro, principalmente no que se refere às Inquisições que ocorriam por volta do século XIII. De qualquer forma, o que existe hoje do paganismo é uma readaptação, pois não vivemos mais nos tempos antigos.
ExcluirDe fato, o homem conserva mais em sua história o que é mais humano do que espiritual. Ao meu ver, ao longo dos séculos, os governos em maioria sempre tiveram um caráter de cobiça e orgulho, e a liberalidade social fora aceita com grande custo, por contrariar tais paixões.
ExcluirSim, verdade.
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