O Antigo Egito para além do mito
A história do Egito se inicia em meados de 4.000 a.C., e a sociedade só é unificada pela primeira vez por volta do ano 3.100 a.C., com o primeiro faraó, Narmer (ou Menés). No entanto, é só a partir de uma data próxima ao ano de 2.600 a.C. que os estudiosos convencionaram demarcar como sendo o "Antigo Império". Neste período, recebem destaque os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, que são os nomes dados às três famosas pirâmides de Gizé.
O Antigo Império chega ao fim nas proximidades do ano 2.100 a.C., e, após um período de transição, tem-se início o chamado "Médio Império". Quem conseguiu reunificar o Egito foi o faraó Mentuhotep II, e o que se convencionou chamar por Médio Império chegará ao fim por volta de 1600 a.C., com um novo período de transição onde vigorou um caos político tal como na primeira vez.
Por fim, tem-se o chamado "Novo Império", que, talvez, seja o mais conhecido por parte das pessoas, pois, nele, há nomes como o de Hatchepsut, uma rainha faraó que governou entre os anos 1479 a 1458 a.C. Há um templo dedicado a ela na cidade de Luxor. Os faraós detinham poder absoluto e eram equiparados aos deuses, ou seja, eles eram vistos como divindades absolutas ou a própria encarnação de Hórus. Além de Hatchepsut, outros nomes são o de Amenófis IV (Akhenaton) - que tentou mudar a religião milenar do Egito ao cultuar uma única divindade - e o de seu filho, Tutankhamon (este só é lembrado pelo fato de sua tumba ter sido descoberta, mas morreu bem jovem aos 18 anos), e também, principalmente, Ramsés II - este governou por um período de 66 anos e é conhecido pela Batalha de Kadesh contra o Império Hitita.
Também tem Ramsés III, um faraó que enfrentou um grande descontentamento por parte do próprio povo e que acabou sendo morto numa conspiração que ficou conhecida como "conspiração do harém". Com o fim do Novo Império, houve outro período de transição política caótico até que, por volta do ano 300 a.C., o Egito é governado pelos macedônios, o que dá início à dinastia ptolomaica. Cleópatra é a última governante desta dinastia e, depois, o Egito passa a fazer parte do Império Romano.
Todo grande Império tem um fim, por mais que dure por milênios, como é o caso do Egito. Uma civilização que adorava seus deuses e que via os governantes como os próprios deuses, e que se dedicava a construir templos mortuários: as pirâmides nada mais são do que estruturas que conservam os corpos de faraós. O Egito tinha, portanto, uma preocupação singular com a vida após a morte, o que o torna uma das civilizações mais curiosas e enigmáticas do mundo antigo.
OBS: as datas mencionadas foram grossamente aproximadas para números redondos.

Muito legal e sempre atraente a história do Egito, cheia de mistérios !
ResponderExcluirSim! E atualmente as descobertas arqueológicas sobre o Antigo Egito aumentam cada vez mais.
ExcluirSempre atraente a história dessa civilização. Se tiver tempo depois pesquise sobre os hicsos e um tal Sekenenrê.
ResponderExcluirOk!
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