Hades, o Deus Grego do Submundo
Hades é o deus do submundo na mitologia grega. Para os antigos gregos, quando morremos, todos iremos para o reino de Hades. Assim, primeiro, passaremos pelo rio Aqueronte conduzidos pelo barco de Caronte. No entanto, acreditava-se também que essa travessia precisava ser paga e, por isso, era costume colocar uma moeda entre os dentes dos mortos.
Após a travessia, havia o cão guardião de três cabeças, Cérbero, cuja função era monitorar a passagem das almas e, ao mesmo tempo, impedir que elas saíssem ao entrar para o julgamento final. Quanto ao julgamento dessas almas, haviam os três juízes de Hades (Radamanthys, Aiacos e Minos) que decidiriam se a pessoa passaria o resto da eternidade no Tártaro (onde eram torturadas), nos Campos Elísios (o paraíso) ou no Campo de Asfódelos (lugar de destino para as almas nem boas nem ruins). O deus do submundo não era absolutamente ruim ou desprezível, muito pelo contrário: Hades assim como seus juízes, era justo.
Não seria correto equiparar Hades com a figura de Lúcifer no cristianismo, pois Hades é tão apenas um governante que procura julgar de forma a fazer justiça em seus domínios, que é o submundo. Apesar de Hades ser, portanto, um deus temido e severo, é um deus justo, assim como Zeus ou Poseidon.
Toda a mitologia em torno da imagem de Hades e de Caronte é muito significativa, apesar do governante do submundo ser retratado, na maioria das vezes, como um vilão dentro da cultura pop. Isto acontece porque ainda associamos a ideia de submundo ou governante dos mortos com a figura de Satanás, o que seria algo um pouco equivocado: Hades, inclusive, causou menos problemas dentro da mitologia do que Zeus e Poseidon já causaram!
Imagem: PIXABAY

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