A lenda por trás de Akhenaton:

Politeísmo e Monoteísmo no Antigo Egito

    Os povos mais antigos eram em sua maioria politeístas, ou seja, acreditavam na existência de vários deuses. Contudo, o primeiro registro que se tem na história de surgimento do monoteísmo - ou um dos primeiros - é com o faraó egípcio Amenófis IV, no século XIV a.C.

    Amenófis IV passou a ser conhecido pelo nome pelo qual talvez estejamos mais familiarizados, Akhenaton. Este nome era uma homenagem ao novo culto que o faraó queria instaurar no Egito, o culto a um único deus, Aton, que era representado por um disco solar (o mesmo símbolo do antigo deus Rá).

    Tal atitude poderia ter motivações não apenas religiosas, como também políticas. Afinal, os antigos deuses eram o símbolo da influência dos sacerdotes, e o desejo de Akhenaton em mudar inclusive a capital do Egito - da cidade de Tebas para a cidade de Amarna - foi extremamente prejudicial à sua reputação como faraó, e após seu reinado tudo volta a ser como antes, ou seja, a capital do Império é novamente Tebas e a religião, politeísta.

    Chega a ser curioso imaginar como um faraó resolveu mudar toda a religião milenar do Egito, alterar a capital do Império e, ainda, se comprometer a banir o culto mais antigo, mas, a partir de seu sucessor, Tutankhamon, tudo isso foi deixado de lado. Atualmente, o Egito é predominantemente islâmico, devido à conquista árabe no século VII d.C.



 

 

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